
Querido Leitor,
Se estas palavras o alcançarem num momento de contemplação semelhante, espero que lhe tragam companhia e um eco das suas próprias reflexões. A criatividade, para mim, surge assim: inesperada, tecida a partir dos fios simples da vida quotidiana. Partilhe, se o desejar, o que este processo lhe evoca ou como a inspiração o visita a si – será uma alegria saber que estas linhas viajaram e ressoaram além do meu próprio horizonte.
Querido Diário Poético,
Hoje, enquanto caminhava junto ao mar ao fim da tarde, senti o vento salgado acariciar o rosto e trazer consigo uma onda de memórias antigas. O sol mergulhava no horizonte, tingindo o céu de tons alaranjados e rosados, e, de repente, as palavras começaram a surgir em mim, quase como um sussurro inevitável. Foi nesse instante de quietude que o poema começou a tomar forma – não planeado, mas fluindo naturalmente, impulsionado pela melancolia suave que o crepúsculo sempre desperta. Escrevi-o ali mesmo, no telemóvel, deixando que as emoções guiassem a pena invisível: a saudade de tempos idos, a gratidão pelos instantes presentes, a aceitação serena do que o tempo leva. Cada linha parecia nascer de uma respiração mais profunda, como se o mar me ditasse o ritmo e as ondas marcassem as pausas. Terminei os versos com o coração mais leve, sentindo que havia capturado algo efémero e, ao mesmo tempo, eterno.

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