O Silêncio da Noite

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Querido Leitor,

Se a noite o trouxer até estas páginas, que estas reflexões lhe ofereçam companhia tranquila. Para mim, a inspiração noturna é a mais introspectiva, nascida do silêncio que permite ouvir o que o dia esconde. Partilhe, se o desejar, os seus momentos de criação noturna – será uma alegria descobrir afinidades neste diálogo silencioso.

Querido Diário Poético,

Quando a noite cai e a casa se aquieta por completo, sento-me à secretária com apenas a luz suave de uma lâmpada a acompanhar-me. Hoje, foi nesse silêncio profundo que as palavras emergiram, trazidas por uma inquietação sutil sobre o tempo que passa. Pensei nas estrelas que se acendem no céu escuro, invisíveis da cidade, mas presentes na memória, e o poema começou a ganhar forma quase por si só. Escrevi sobre a solitude que a noite oferece – não como vazio, mas como espaço amplo para a introspeção, onde as dúvidas e as certezas se entrelaçam. As linhas fluíam devagar, ritmadas pelo tic-tac distante de um relógio, e senti que capturava algo essencial: a necessidade de pausar para ouvir a própria alma. Ao finalizar, o coração estava mais calmo, como se as palavras tivessem organizado o caos interior.

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